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sábado, 12 de janeiro de 2013

(6) - Contexto socio-político de Wilhelm Reich

O próximo pensador que abordaremos aqui é Wilhelm Reich (biografias wiki_PT e wiki_EN). Há muitos aspectos a serem tratados sobre este pensador, pois sua trajetória na ciência é extremamente interdisciplinar, e sua vida repleta de fatos políticos.

Reich foi psicanalista, um dos discípulos dissidentes de Freud, assim como Jung. Mas a sua pesquisa faz interfaces com a sexologia, a sociologia, a pedagogia, a biologia, a física, a epistemologia e a meteorologia. Apesar de não ser foco aqui, temos que contextualizar sócio-politicamente sua obra, e o faremos de forma bem resumida na biografia também resumida que apresentaremos.

Ao iniciar seus estudos em medicina na Universidade de Viena, entrou em contato com o trabalho de Freud para a realização de um seminário em sexologia. Teve uma boa impressão de Freud, e resolveu seguir seus passos, e posteriormente Freud o consideraria um dos seus melhores discípulos, até sua dissidência, que culminaria na sua expulsão da Sociedade Psicoanalítica de Viena.

Cientificamente, ele concordava com Freud que o desenvolvimento sexual era a origem da doença mental. Ambos acreditavam que a maioria dos estados psicológicos eram ditados por processos inconscientes, resultado da repressão da sexualidade infantil. No entanto, Reich não se isolava em consultórios como seus colegas, mas atendia à população proletária gratuitamente, o que o levou a questionar os aspectos sócio-econômicos da doença mental. Aproximando-se do materialismo dialético e da visão histórica de Marx, ele teve um olhar social sobre o desenvolvimento da doença, argumentando que a repressão sexual tinha origem na moral burguesa e na estrutura sócio-econômica repressiva, defendendo que apenas uma transformação social profunda seria capaz por fim à miséria social, econômica e psíquica. Assim passou a dedicar-se à profilaxia das neuroses. A partir daí, suas investigações assumiram um caráter revolucionário, e ele entra para o Partido Comunista Austríaco em 1928. A dissidência com Freud e a Sociedade Psicoanalítica de Viena se deu por conta de sua crescente atividade política, o que o levou a mudar-se para Berlim em 1930, onde suas idéias foram aceitas durante certo tempo pelo Partido Comunista Alemão, onde realizou amplo trabalho.

Em uma visita a União Soviética, ficou decepcionado, ao que constatar os projetos na área da educação propostos por Lênin estavam sendo cancelados ou revistos na era Stalinista, e que as pessoas adotavam comportamentos iguais ao de qualquer sociedade capitalista. Sua crítica ao estado autoritário era tão profundamente revolucionária que começou a incomodar até mesmo os comunistas, o que culminaria em sua expulsão do Partido Comunista Alemão em 1933. Posteriormente, seria perseguido pelo regime nazista, indo então morar na Noruega e posteriormente nos EUA, onde aprofundou-se no aspecto de sua obra que mais nos interessa, sua proposta da existência de uma energia até hoje não reconhecida pela ciência, o orgônio (orgone, em inglês). Na maturidade de seu trabalho o autor comentou que havia se dedicado "ao campo da Psiquiatria como um cientista natural. Esse interesse foi ditado, em primeiro lugar, pela questão da energia. Já era assim em 1919". Nos EUA dedicou quase duas décadas de pesquisa ao orgônio, não deixando, no entanto, de denunciar os sistemas ideológicos que negam a vida e anestesiam, desde a infância, as capacidades críticas e as forças emocionais-sexuais. Era, neste país, ao mesmo tempo adorado por uns e condenado por outros, tendo inclusive seus livros queimados em 1956. Foi constantemente monitorado pelo FBI, e, ao tratar diversos pacientes de câncer com seus acumuladores de orgônio, terminou processado pela FDA, e ao insistir em fazer sua própria defesa legalmente, terminou preso e morreu na prisão.

Terminada a biografia e a contextualização sócio-política, é hora de falarmos sobre os aspectos científicos da obra de Reich. No próximo artigo desta série, pretendemos analisar epistemologicamente a hipótese da existência do orgônio.

Outras leituras: [1] [2]

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