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terça-feira, 31 de julho de 2012

(1) - Um pouco de filosofia e política

Poucas são as pessoas, principalmente as ligadas em tecnologia, ou melhor, que ganham seu pão com ela, como técnicos, engenheiros, etc, que tem tempo ou inclinação para parar e fazer questionamentos filosófico/políticos mais profundos acerca do papel da ciência e da tecnologia na nossa sociedade, infelizmente. Posso dizer que passei anos dentro de uma universidade cursando engenharia e fui apelidado de "filósofo" porque fazia tais questionamentos. A grande maioria dos estudantes de engenharia está unicamente preocupada em pegar o seu diploma, ganhar um bom salário, sem se preocupar que interesses serve, que mundo está ajudando a construir (ou destruir) - em suma - os engenheiros estão preocupados em salvar a sua pele e cuidar do seu umbigo. Geralmente são despolitizados ou defendem a ideologia dominante. No entanto, ao refletir sobre a máquina, o sistema, é notável a influência da ciência como determinante do modo de vida e de produção do ser humano, sem falar que hoje ela influi até nas relações sociais com os meios de comunicação como internet e celular.

Se nos fizermos apenas um questionamento: para que serve a ciência e a tecnologia? Ou para que deveria servir? Qual foi a promessa inicial da revolução técnica que o homem vem passando desde a revolução industrial?
Vamos refletir sobre estas perguntas:

1. A ciência veio com a promessa de explicar o mundo natural. A necessidade de aplicações práticas deste conhecimento é relativamente recente (alguns séculos). A ciência apartou-se completamente de questões filosóficas.

2. A tecnologia veio com a promessa de libertar o homem de trabalhos manuais e/ou monótonos, dar a ele mais conforto (e deu, até certo ponto). Um exercício engraçado é assistir a propagandas do início do século XX e ver como a promessa era dar MAIS TEMPO LIVRE ao homem para que se dedicasse às artes, à filosofia, aos assuntos espirituais, ou simplesmente ao ócio e o entretenimento. Essa promessa não foi cumprida. Ao acelerar a produção os capitalistas ambiciosos logo viram a oportunidade de acumular ainda mais e o ritmo de vida do homem foi acelerado concomitantemente. As tarefas se tornaram menos manuais, mas, nem por isso, menos pesadas. A grande maioria da humanidade hoje vive uma vida corrida e trabalha tanto que mal consegue usufruir dos confortos e da "qualidade de vida" proporcionada pela tecnologia.

3. Ao invés de usar-se toda a capacidade científica para pensar em aplicar esse conhecimento de forma a melhorar de fato a qualidade de vida e para o bem de toda a humanidade (o que tem por condição re-aproximar a ciência dos questionamentos filosóficos), usa-se para servir ao capital, às guerras, etc. Ao considerar a solução para um problema, não se pensa no benefício para o todo, a humanidade, o planeta, apenas no lucro em retorno de quem investiu na ciência. Na nossa humilde opinião, a ciência (ou melhor, as ciências), dotadas da filosofia apropriada, é que deveriam nortear os rumos da humanidade de forma a garantir a sobrevivência da espécie e o bem comum de todo o ecossistema do planeta. Ao invés disso, não é a mera lógica científica e filosófica que dita os rumos da ciência - é o poder já institucionalizado, que impede e boicota os reais avanços que seriam possíveis com o conhecimento de que já se dispõe, como também impede e boicota a aquisição de novos conhecimentos revolucionários que teriam impactos profundos na forma de produção. Da mesma forma, patrocina e incentiva o desenvolvimento de conhecimentos lucrativos, que não alteram profundamente o status quo e não rompem com o sistema de produção. Um bom exemplo disso é o petróleo, que requer que a ciência e a tecnologia supere desafios cada vez maiores (e mais caros) para sua manutenção, pois já alimenta uma máquina extremamente lucrativa e extremamente essencial. Foi a própria indústria do petróleo que sempre boicotou qualquer tentativa de se desenvolver alternativas que poderiam atender a essa necessidade de forma limpa, renovável, barata e democrática - e por isso tudo mesmo não-lucrativa, mas melhor para a humanidade se considerarmos o lucro como um benefício secundário e não como o motor para qualquer ação humana.

4. Há quem diga que se não fosse o capitalismo não haveríamos desenvolvido tanta ciência e tecnologia... Será? Com certeza o investimento é necessário para se superar qualquer desafio e dificuldade tecnológica. Mas será que o homem não iria se superar se não fosse movido pela ganância? Será que resolver problemas, encarar desafios e superar-se não é uma qualidade inata do homem, e que não poderíamos fazer o mesmo movidos pela boa-vontade de promover o bem comum e não de acumular e centralizar riqueza e poder na mão de poucos??

O modo de vida do homem deveria acompanhar melhor a natureza - o bem do ecossistema e do próprio homem, como ser pensante e espiritual. Não é bem isso que estamos observando - um modo de vida que destrói a natureza e destrói o homem, desumanizando a humanidade. A ciência econômica deveria ser re-estruturada. Nenhuma das alternativas ao sistema capitalista, é, ao nosso ver, amplamente satisfatória. É como se a verdade estivesse dissolvida em pedaços - cada um formando uma ideologia - e cada uma destas pudesse ter algo a ser aproveitado, inclusive o vilão da estória - o sistema capitalista... Mas essa já é outra discussão... Vamos partir, a seguir, para um terreno completamente diferente... Vamos nos perguntar: "Mas afinal, o que realmente é a ciência??"

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