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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Desafiando a Termodinâmica (1)

Peter Lindemann
Estendendo o que vem sendo tratado neste blog, e considerando as dúvidas de nossos leitores, resolvemos começar uma pequena série (provavelmente dois ou três artigos) que tratam especificamente de criticar as leis da termodinâmica. O primeiro é uma tradução de um artigo do Peter Lindeman. Este artigo se encaixa em uma categoria que eu colocaria como ciência "alternativa", pois cita o trabalho de Rudolf  Steiner, mais conhecido pelo seu trabalho esotérico  chamado Antroposofia e também pela sua Pedagogia Waldorf, e menos pelo trabalho que será citado no artigo, mas apesar disso, o trabalho citado no artigo é verificável experimentalmente. Ainda, apesar de ser um artigo de ciência alternativa, sua análise e crítica das generalizações da termodinâmica é extremamente válida, mesmo para quem rejeita a priori a mistura entre ciência e esoterismo. Do mesmo modo, é também uma boa introdução histórica para quem não sabe sobre o que estamos falando. Então, vamos ao artigo.
Por Peter Lindeman, em Borderlands Science Journal, 1994
A comunidade científica mainstream [o pensamento dominante] descarta a idéia de máquinas "Free Energy” ou “Over-Unity” porque eles dizem que o comportamento de tais máquinas viola a “Segunda Lei da Termodinâmica”. O propósito deste artigo é honestamente encarar este assunto de ponto de vista da ciência alternativa. Muitos engenheiros e inventores, trabalhando na área de energia alternativa, ainda erradamente acreditam que as “Leis da Termodinâmica” são verdades universais. Para eles, a máquina “free energy” pode ser somente um esperto truque científico aonde a máquina se torna “fora da lei”, quebrando alguma lei universal fundamental. Para que haja progresso nessa área, as limitações e erros inerentes nas “Leis da termodinâmica” devem ser expostos. Somente então as pessoas irão perceber que a experimentação científica é a única ferramenta para revelar o comportamento da realidade física.

Para fazer com que isso aconteça, será útil rever alguns dos principais eventos históricos que ajudaram a modelar a era científica moderna em relação à termodinâmica. Antes do ano de 1800, as máquinas de movimento perpétuo eram consideradas possíveis e o calor não era visto como uma forma de energia. Ambas hipóteses antiquadas, datando de milênios, foram efetivamente tombadas pelas idéias de Hermann Von Helmholtz quando ele postulou que, já que ninguém havia conseguido construir uma máquina de movimento perpétuo que funcionasse, então apenas provavelmente as mesmas seriam impossíveis. Para negar a possibilidade de movimento perpétuo e manter um argumento coeso, ele teve que assumir que a energia no sistema era conservada. Há muito foi observado que aparatos mecânicos não podem transferir energia perfeitamente. Sempre havia alguma fricção entre as partes. Não apenas sabia-se que a fricção impedia a transferência de energia entre as partes, mas também que produzia calor. De forma a simultaneamente explicar a perda de trabalho e o ganho de calor, tal que a conservação fosse satisfeita, Helmholtz postulou que o calor era uma forma de energia consistindo de um pequeno movimento aleatório nas moléculas de matéria. Seguindo o raciocínio ele especulou que a perda de trabalho na máquina como um movimento de larga escala estava ainda presente como calor no movimento de pequena escala das moléculas do material de que a máquina era feita. Ele sugeriu a partir disto que calor e trabalho devem ser considerados energia, e que era o total que era conservado, ao invés de o trabalho ou o calor separadamente.

Por volta de 1850, Rudolf Clausius foi capaz de sintetizar o trabalho de Helmholtz, JamesJoule, Sadi Carnot e outros, expressando um enunciado generalizado que ficou conhecido como “Primeira Lei da Termodinâmica”. Esta lei afirma que “a energia pode ser transformada de uma forma em outra, mas não é criada nem destruída”. Quando este conhecimento tornou-se universalmente aceito, havia transformado o horizonte intelectual da mecânica, física e dinâmica da energia. Isto foi um rompimento total com os pensamentos e hipóteses herdados da antiguidade. Uma nova era da ciência havia começado.
Para o entendimento destes eventos históricos, é importante notar que apesar da nova explicação teórica sobre a natureza do calor, todos os outros dados que levaram a novas generalizações teóricas foram obtidas experimentalmente. Isto pode ser ilustrado pelas observações feitas por Sadi Carnot no seu extenso trabalho sobre o comportamento do calor em máquinas. Ele afirma que “em todos os casos no qual o trabalho é produzido pelo agente calor, uma quantidade de calor é consumida que é proporcional ao trabalho realizado; reciprocamente, pela realização de uma quantidade igual de trabalho, uma quantidade igual de calor é produzida.” Este enunciado de Carnot foi baseado em centenas de medições experimentais. Depois desta convincente experimentação, era razoável para Clausius concluir que o calor podia ser convertido em trabalho mecânico. Foi, no entanto, um salto de lógica teórica concluir que energia em geral pode ser modificada de uma forma em outra.

Antes que continuemos, é importante para nossos propósitos, que esta nova idéia expressa como a “Primeira Lei da Termodinâmica” consiste em um número de idéias e hipóteses sobrepostas que podem ser expressadas desta forma:

1) Máquinas de movimento perpétuo são impossíveis.
2) A natureza do calor é reduzida ao movimento aleatório das moléculas.
3) Energia pode ser transformada de uma forma em outra sem qualquer explicação de como esta conversão está de fato acontecendo em qualquer caso específico.
4) Energia não é criada nem destruída pela sua passagem por um mecanismo.
5) Todas as formas de energia comportam-se da mesma maneira.

Todas estas idéias são inerentes na “Primeira Lei da Termodinâmica”. Do ponto de vista da ciência alternativa, o trabalho experimental feito por Carnot e Joule irão se manter através do tempo. A sobreposição intelectual de Helmholtz e Clausius neste trabalho experimental é aonde os problemas são introduzidos. A teoria da conversão e as idéias sobre a natureza do calor serão retomadas novamente neste artigo, após maior embasamento.

A “Segunda Lei da Termodinâmica” evoluiu de estudos posteriores do comportamento do calor em sistemas fechados. Notavelmente, não há um enunciado que seja universalmente reconhecido como a expressão definitiva desta “Lei”. Entre as mais populares que refletem o entendimento geral da “Segunda Lei da Termodinâmica” estão os seguintes: “Num sistema fechado, a entropia não diminui”, “O estado de ordem num sistema fechado não cresce espontaneamente sem a aplicação de trabalho”, “Entre os estados permitidos de um sistema com dados valores de energia, número de partículas e restrições, um e somente um é um estado de equilíbrio estável”, e “É somente possível construir um aparato que opere em um ciclo e produza nenhum outro efeito além da produção de trabalho e troca de calor com um único reservatório”. Para aqueles que podem compreender a fundo a linguagem, essas afirmações claramente não expressam a mesma idéia. Algumas têm grandes ramificações enquanto outras são mais definidas mais especificamente. Todas vieram da idéia, expressa tão bem no último enunciado, que uma máquina de movimento perpétuo não pode ser construída que opere no princípio de trabalho/troca de calor quando este processo era limitado a uma quantidade conhecida de calor inicial. Após esta quantidade de calor ser convertida em trabalho e a temperatura do reservatório era reduzida à temperatura ambiente fora do mesmo, não podia-se esperar a produção de nenhum trabalho adicional. Isto não apenas era razoável, como era sustentado por milhares de experimentos. Enquanto a “Lei” é claramente e especificamente definida em um enunciado referente ao comportamento que reflita o comportamento do calor em sistemas fechados, este autor não vê problemas em concordar completamente.

Problemas surgem, entretanto, com algumas das interpretações mais generalizadas da “Lei” como “o estado de ordem em um sistema fechado não aumenta espontaneamente sem a aplicação de trabalho”. Para entender porque este enunciado não é universalmente verdadeiro, é importante definir claramente nossos termos. Precisamos entender o significado de “estado de ordem” em um sistema, e precisamos definir os limites do “fechamento” do sistema. No primeiro caso, o “estado de ordem” no sistema é geralmente considerado a temperatura.

Entendendo isso, nós podemos reescrever este enunciado dizendo que em um recipiente termicamente isolado, a temperatura não irá aumentar a não ser que trabalho ou energia seja adicionado ao sistema. Aqui, novamente, definindo claramente nossos termos, e limitando a discussão a calor e trabalho, nós temos um enunciado universal que é sustentado por montanhas de dados experimentais. Se, no entanto, definirmos “estado de ordem” como uma generalizada “quantidade de energia” e posteriormente definimos o “sistema fechado” como o Universo, somos levados a acreditar que sob nenhuma circunstância é possível criar uma condição onde a concentração de energia irá aumentar espontaneamente. Isto não é verdade!

Enquanto deve ser entendido que a maioria dos processos químicos conhecidos, equipamentos elétricos convencionais e calor geralmente comportam-se desta forma, o Campo de Energia Etérica do planeta se comporta em oposição direta às interpretações mais generalizadas da “Segunda Lei da Termodinâmica” e este fato é sustentado por uma quantidade considerável de dados. Um dos mais bem documentados exemplos deste fato é o aumento espontâneo de temperatura observado no “acumulador de orgônio” inventado pelo Dr. Wilhelm Reich em 1940. Aqui, uma simples caixa feita de camadas alternadas de material orgânico e inorgânico, permite que a densidade do Campo de Energia Etérica do ambiente fique mais concentrada no interior da caixa, sem a aplicação de trabalho. Esta nova e maior concentração energética se reflete em um aumento espontâneo de temperatura. Esta situação não quebra a “Segunda Lei” no caso específico, porque admitimos que mais energia está entrando no sistema. Ele quebra sim a “Segunda Lei” no seu caso mais geral porque esta energia está entrando sem a aplicação de trabalho externo. O acumulador de Reich foi projetado como uma tentativa de isolar esta energia da sua presença no ambiente. Seus dados claramente mostraram, no entanto, que ele não era capaz de isolar os efeitos energéticos dentro do acumulador porque o Campo de Energia Etérica facilmente penetrava as paredes da caixa. Reich por fim deu-se conta de que, no que se refere ao Campo de Energia Etérica, é impossível “fechar o sistema” localmente. Isto é importante de ser entendido porque diretamente refuta a hipótese de que o universo consiste somente de sistemas fechados em todos os níveis de atividade.

Aqui então há um dos maiores problemas relativos a como a comunidade científica encara as “Leis da Termodinâmica”. Quando a discussão é limitada ao comportamento de calor em sistemas fechados, a “Segunda Lei da Termodinâmica” é uma descrição acurada e bem testada sobre o que acontece sob essas circunstâncias. Quando assume-se incorretamente que todas as formas de energia se comportam desta maneira e que o fechamento do sistema é possível em todos os níveis, então conclusões grosseiramente falsas podem ser tomadas do que antes começou como observações tomadas experimentalmente. A maior parte da comunidade científica contorna estes problemas simplesmente negando a existência deste Campo de Energia Etérica porque não se encaixa com seu modelo intelectual. Infelizmente, para eles, a crescente evidência experimental está tornando este argumento cada vez mais difícil de manter.

Trevor James Constable
Certamente, a evidência mais atual da existência do CEE e sua capacidade de ser levado a altas concentrações sem a aplicação de trabalho externo é demonstrado pelas técnicas Etéricas de Engenharia Climática desenvolvidas por Trevor James Constable e seu grupo Atmos Engeneering. Como membro deste grupo, eu pessoalmente vi como simples projetores de Energia Etérica, que não faziam nenhum trabalho no sentido clássico, podem fazer com que os potenciais etéricos na atmosfera subam a concentrações tão altas que milhões de galões de água precipitam-se do ar por horas seguidas.

Quando estes projetores de Energia Etérica são motorizados, eles consomem algumas centenas de watts de energia elétrica. Se a chuva produzida é captada por uma represa e então liberada através de uma turbina hidrelétrica, o ganho de energia elétrica pode ser enorme, da ordem de 100.000 para 1. Este método de criar “free energy” é uma realidade prática hoje. Embora eu não conheça nenhuma comunidade usando este método para suprir suas demandas por energia, o mesmo é certamente praticável. Este exemplo é teórico no sentido de que nunca foi feito, mas é um bom modelo de outros sistemas “free energy” em desenvolvimento ao redor do mundo.

Por causa do fato de a entrada de energia para motorizar os projetores de Energia Etérica ser elétrica e a saída dos geradores hidrelétricos é elétrica, muitas pessoas poderiam erroneamente associar isto aos chamados sistemas “over-unity”  [1]. Não há nada “over-unity” nesta situação. Cada um dos componentes do maquinário usado neste sistema tem perdas operacionais e por fricção. A energia extraída no sistema é o éter atmosférico e todo o ganho de energia se dá fora do equipamento. O fato de uma pequena entrada elétrica render uma enorme saída elétrica não significa que o sistema está operando “over-unity”.

O problema com o conceito “over-unity” nos remete de volta à “Primeira Lei da Termodinâmica” e sua idéia inerente sobre a habilidade de converter uma forma de energia em outra. Esta concepção inclui a idéia de que estas várias conversões são conseguidas em taxas conhecidas e aceitas. A idéia da eficiência da conversão requere que as várias taxas de conversão são fixas e agem como um limite superior para o cálculo de uma razão que se aproxima da unidade (100%)aonde o numerador desta fração é a “saída” e o denominador é a “entrada”. Já que há geralmente a concordância de que toda máquina sofre as chamadas perdas, a idéia de que esta razão poderia ser superior à unidade é ridícula, certamente. Isto, juntamente com a idéia da “Segunda Lei” que todos os sistemas de energia são fechados, (significando que nenhuma energia nova pode entrar no sistema entre a “entrada” e a “saída”) faz a idéia de um sistema “over-unity” ainda mais impossível do que uma mera máquina de movimento perpétuo. A linha de raciocínio que forma a base das “Leis da Termodinâmica” é infalível. O problema não existe na lógica, mas ilustra de que a lógica somente não é o suficiente para revelar a verdade. O problema existe em algumas interpretações destas “Leis”. Vamos voltar e olhar para a “Primeira Lei” novamente sob a luz da nossa discussão sobre “over-unity”. “A energia pode ser transformada de uma forma em outra, mas não é criada nem destruída”. Isto parece suficientemente simples de se entender. Por baixo da superfície, no entanto, há uma hipótese de que isto também significa que a energia não pode espontaneamente aparecer ou desaparecer do sistema. Isto é uma condição necessária para que a conservação da energia ser satisfeita LOCALMENTE como também UNIVERSALMENTE.

Esta discussão se torna relevante, por exemplo, na descrição da operação do gerador de ímãs rotativos, a chamada N-machine ou Space Power Generator (SPG). A maioria do trabalho importante nesta área foi feito por Bruce de Palma e Paramahansa Tewari. Os parágrafos a seguir são um breve resumo.

A rotação de um ímã estabelece dois campos de força que agem em ângulos retos entre si. Estes dois campos de força são a estrutura inercial do espaço distribuída radialmente (força centrífuga) e o campo magnético axialmente distribuído do ímã rotativo que corta o primeiro. A área de espaço inercial que é magnetizada e polarizada parece abrir uma região pela qual energia nova pode entrar no sistema. Quando cuidadosas medições são tomadas no gerador e no circuito externo, as evidências sugerem que cargas elétricas estão aperecendo na periferia do gerador e desaparecendo no centro do mesmo e de fato não passam através do gerador. Esta descoberta experimental pode explicar porque esta configuração de gerador elétrico sofre menos resistência mecânica por unidade de energia elétrica produzida do que geradores convencionais. Enquanto a energia provavelmente não está sendo criada nem destruída no contexto universal, está aparentemente aparecendo e desaparecendo na máquina durante a operação no espaço local. Esta energia extra pode ser usada para produzir trabalho útil em circuitos externos. Tewari mostrou que duas vezes mais hidrogênio podem ser gerados numa célula de eletrólise alimentada por um SPG do que se a célula fosse alimentada diretamente. É impossível racionalizar o comportamento deste estilo de gerador elétrico com as idéias de conversão e conservação local que estão postuladas na “Primeira Lei da Termodinâmica”.

Num gerador convencional, se todas as perdas fossem ignoradas, a teoria convencional diz que se 550 Ft-Lbs [2] de trabalho são aplicados no eixo de entrada em um segundo, 746 Watts serão entregues na saída. Se eu cegamente acreditasse que o gerador simplesmente tem a misteriosa habilidade de converter a energia mecânica em energia elétrica, eu não me perguntaria as seguintes questões: qual o mecanismo desta conversão? Para onde vai o torque? De onde vem a energia elétrica? A observação de que a corrente gerada produz um efeito motor que se opõe ao torque de entrada não deve ser interpretada como uma defesa da lei da conservação, mas como prova de que esta é uma forma muito ineficiente de gerar energia elétrica. O SPG sofre de muito menos resistência mecânica por unidade de saída elétrica do que um gerador comum.

Roda de remos utilizada por James P. Joule

Isto abre uma discussão muito maior sobre a validade de toda a idéia de conversão. Existem de fato equivalências universais entre as diversas formas de calor, trabalho mecânico e eletricidade? Neste ponto, tudo o que sabemos ao certo são as medições tomadas nos aparatos que demonstram estas translações energéticas. Por exemplo, em 1845, James Joule descobriu que se colocasse uma “roda de remos” [paddle wheel] em um balde de água, ele deveria aplicar 772,5 foot-pounds [3] de trabalho mecânico para rodar a roda para subir a temperatura de uma libra [4] de água em um grau Farenheit [1,8oC]. Isto levou a cálculos cuidadosos que hoje estabelecem esta “conversão universal” entre trabalho mecânico e calor em 778,26 ft-lbs = 1 BTU [5]. Para roda de remos em água, isto é sem dúvida verdadeiro. Mas o que acontece se as rodas de remo não são usadas? Há algum outro método que não use as rodas de remo na água para converter trabalho mecânico em calor que faça o trabalho melhor, com menos trabalho mecânico para o mesmo calor gerado? A resposta é sim. De fato, há inúmeras patentes registradas para atingir este objetivo. Uma usa discos rotativos paralelos, não muito diferente do desenho da turbina de Tesla, para aquecer água com metade do trabalho mecânico.

Novamente, nós entramos numa nova era científica aonde a equivalência exata entre trabalho mecânico em foot-pounds [6], trabalho elétrico em watts-hora e energia térmica em BTU é desconhecida! Uma grande variedade de experimentos físicos demonstrou uma grande faixa de efeitos diferentes de translações energéticas. O edifício intelectual da idéia de conversão de Clausius está desmoronando, e ninguém deveria permitir mais que seu pensamento seja limitado por ele. Os resultados de experimentos físicos não fizeram outra coisa que não prová-lo falso. A “Primeira Lei da Termodinâmica” deve ser vista somente como MODELO intelectual obsoleto que não é sustentado por todos os dados experimentais. Igualmente, a idéia de “over-unity” deve ser abandonada por aqueles trabalhando em sistemas “free energy” já que é uma contradição intelectual baseada tanto na crença da conversão como na habilidade de esquivar-se dela. “Over-unity” é um oximoro que deveria ser removido do vocabulário da comunidade de ciência alternativa.

Isto me traz de volta ao outro problema apresentado anteriormente, a dizer, a natureza do calor propriamente dito. Será o calor, como sugerido por Hermann Von Helmholtz sugeriu, simplesmente o movimento aleatório de matéria molecular, ou é algo completamente diferente, cuja presença causa a matéria molecular a exibir este movimento? Este é uma exploração longa e complexa que já foi tratada com destreza por Rudolf Steiner em março de 1920 e publicado como seu Curso de Calor [Warmth Course]. Eu vou resumir algumas destas idéias brevemente.

Os antigos acreditavam que havia quatro “elementos” que compunham toda a realidade física. Estes eram Terra, Água, Ar e Fogo. Em linguagem moderna, podemos reformular isto como sendo as quatro “fases” da matéria: sólida, líquida, gasosa e calor. Do ponto de vista da ciência etérica, calor é o quarto estado da matéria e a transição entre a matéria e o éter. Eis o porquê: a única diferença entre o aparecimento de gelo, água ou vapor, por exemplo, é sua temperatura ou condição interna de calor. O calor é absolutamente fundamental em todas as considerações a respeito da matéria porque uma mudança no calor é o único elemento requerido para causar uma mudança de fase de sólido para líquido e de líquido pra vapor. Na matéria sólida, os “átomos” estão muito próximos e atados uns aos outros de uma forma que os permite manter seu formato sem estar em um recipiente. O calor pode ser adicionado ao sólido e sua temperatura irá subir, correspondentemente, até que o ponto de fusão seja alcançado. A partir daí, adicionar mais calor não aumenta sua temperatura, mas causa o material mudar de fase enquanto o sólido é fundido em um líquido. Uma vez que todo o material é liquefeito, adicionar mais calor novamente causa um aumento na temperatura. Na matéria líquida, os “átomos” estão menos próximos e atados de uma maneira que permite que o líquido tome a forma de qualquer recipiente que o envolva. Adicionando mais calor ao líquido, os “átomos” afastam-se ainda mais até que o ponto de ebulição é alcançado. Neste ponto, novamente, adicionar mais calor não aumenta sua temperatura, mas causa o material mudar de fase enquanto o líquido vaporiza-se. Uma vez que todo o material é vaporizado, adicionar mais calor novamente causa o aumento de sua temperatura. Na matéria gasosa, os “átomos” estão tão distantes que não mantém forma e só podem ser contidos num recipiente fechado. À medida que se adiciona mais calor, os “átomos” se tornam tão dispersos que eventualmente tudo o que sobra é o calor. As relações entre calor, temperatura, matéria e fase são bastante complexas e não podem ser facilmente reduzidas a explicações simples. As explorações de Steiner destas relações entram em grande detalhe, formando uma linha de raciocínio concisa, sustentadas por uma quantidade considerável de dados experimentais. Qualquer um interessado na natureza do calor deve estudar o Curso de Calor de Rudolf Steiner.

Enquanto nada disso faz sentido para pessoas treinadas nos processos de pensamento mecanicistas, está muito mais próximo da verdade sobre o calor do que as idéias de Helmholtz, com as quais Steiner era completamente familiar. A idéia de Helmholtz de que a natureza do calor pode ser totalmente pode ser totalmente explicada pelos movimentos aleatórios das moléculas de matéria é simplista demais. Ignora muitos dos conhecidos comportamentos do calor e da matéria assim como a existência do Campo de Energia Etérica. Pode ser considerada uma tentativa histórica “interessante” de descrever o calor que não é sustentada por todos os dados experimentais.

Para aqueles que não estão familiarizados com a ciência etérica, pode ser útil rever algumas características do Campo de Energia Etérica neste momento. O Campo de Energia Etérica é feito de um fluido extremamente sutil, desprovido de massa. Sua atividade pode ser dividida em quatro níveis principais. Estes diferentes aspectos do Éter foram chamados: o Éter Calorífico [Warmth Ether], o Éter Luminífero [Light Ether], O Éter Tonal ou Químico e o Éter Vital [Life Ether]. O Campo de Energia Etérica, como um todo, penetra toda a matéria, flui em volta e através do planeta de maneiras bem definidas, exibe características elásticas e espontaneamente se move de baixas concentrações para altas concentrações antes de descarregar. Entender todos estes fatores fez a engenharia climática uma realidade prática hoje. Muitas outras tecnologias incríveis também tornam-se possíveis quando o éter é completamente entendido. Igualmente, muitos aspectos da ciência de hoje que ainda são confusos tornam-se claros.

Uma área de grande confusão é a ciência elétrica. Todo o estudo do que foi chamado de “eletricidade estática” é somente um encontro confuso com o Éter Luminífero se comportando de determinada maneira. Quando completamente entendido, a então chamada “eletricidade estática” será vista nem como eletricidade nem como estática. Eletricidade normal sempre flui de um potencial alto para um mais baixo e requer condutores metálicos para que haja fluxo. “Eletricidade estática”, por outro lado, não descarrega da mesma maneira, e prontamente se move e se acumula em materiais condutores como também em isolantes. Porque a “eletricidade estática” se comporta mais como como éter do que como eletricidade, eu irei inventar uma palavra para esta forma de energia quando presente em condutores e circuitos. Eu a chamo “ETERICIDADE”, para distinguí-la de eletricidade em geral.

De certa maneira, etericidade se comporta como eletricidade e de certa maneira se comporta diferentemente. Isto tem sido causa de confusão. Até agora, a maioria das pessoas pensou que havia apenas um tipo de energia se movendo em circuitos elétricos. Isto pode mudar agora. Aparelhos elétricos são projetados para funcionar na descarga do potencial elétrico do alto para o baixo, como ao exaurir uma bateria. Circuitos apropriadamente projetados para fazer uso da etericidade funcionam os aparelhos na fase de carga, enquanto a energia espontaneamente se move do potencial baixo para o alto. Uma vez que os comportamentos da etericidade sejam claramente entendidos, será tão fácil ligar motores e luzes em sua fonte como hoje fazemos com a eletricidade. Nos anos 40, o Dr. Wilhelm Reich demonstrou tanto efeitos luminosos quanto motores funcionando no Campo de Energia Etérica que são extraídos usando seus acumuladores de orgônio e circuitos especiais. Mas muitas outras maneiras foram descobertas de extrair-se etericidade. O escritório de patentes tem muitos projetos dos chamados motores “eletroestáticos” que funcionam bem. Todos funcionam em etericidade, incluindo alguns alimentados por circuitos entre o terra e um fio pendurado no ar. Muitos tipos de capacitores podem carregar-se espontaneamente em dias de baixa humidade relativa do ar. Isto também é uma manifestação clássica da etericidade. Eu vi como um gerador “eletroestático” falhou em uma manhã húmida, até o momento que a luz do sol incidiu sobre as superfícies metálicas. Ele então voltou à vida. Isto é uma das mais convincentes demonstrações de que a “eletricidade estática” (etericidade) é relacionada à luz (Éter Luminífero) .

Aqui então estão algumas das características conhecidas da etericidade que engenheiros e inventores deveriam entender:

1) Etericidade pode ser acumulada a partir da terra ou do ar em quase qualquer lugar.
2) Pode ser “refletida” em fios (isto não é condução).
3) Fluxos de etericidade podem ser interrompidos por diodos e dispositivos Mosfet.
4) Seu potencial pode ser aumentado ou abaixado em transformadores sem núcleo (núcleo de ar).
5) Pode ser armazenada em capacitores.
6) Pode operar luzes tipo neon, quando o potencial é alto o suficiente.
7) Pode criar campos de forças opostos em bobinas e enrolamentos de motor.

A “Energia Livre” está aqui no Campo de Energia Etérico. Energia Etérica pode ser acumulada sem gasto de trabalho, e então liberada de maneira controlada para realizar trabalho, em sistemas adequadamente projetados. O entendimento deste fato apresenta aos engenheiros e inventores o caminho mais direto e claro a se seguir. Sistemas que precipitam calor diretamente do éter já foram demonstrados no acumulador do Dr Reich. Colocando um destes acumuladores sobre um leito de água fluente aumenta a precipitação de calor dramaticamente. Isto é uma verdade valiosa esperando revelar seus segredos ao pesquisador sistemático. Igualmente, circuitos de potência que são alimentados por etericidade para iluminação ou motricidade estão esperando para ser aperfeiçoados.

Pesquisadores no campo “energia livre” não devem se preocupar com as idéias apresentadas nas chamadas “Leis da Termodinâmica”. A “Primeira Lei”, com suas idéias de conversão e conservação, está essencialmente incorreta. Não há como converter energia mecânica em energia etérica, transformando uma em outra. Este único exemplo é suficiente para falsear a interpretação universal da idéia de conversão com um todo. Além disso, as formas de energia que podem ser transmutadas pela ação de certo tipo de máquinas, aparentemente o fazem dentro de uma grande faixa de atividade, dependendo da geometria da máquina. Isto joga em questão a idéia da conservação, especialmente a de conservação local. Estes achados experimentais deixam a “Primeira Lei” sem nenhuma base de fato. O universo real não se comporta de acordo com estas idéias.

No caso mais específico, a “Segunda Lei” é de fato somente um enunciado que descreve o comportamento do calor sob certas circunstâncias. Isto é basicamente verdadeiro, já que é fundamentado em observações experimentais. No caso geral, no entanto, a “Segunda Lei” é uma extrapolação intelectual que não descreve exatamente o comportamento da realidade física sob quaisquer circunstâncias. Ele incorpora um conceito errôneo de um universo mecânico que misteriosamente irrompeu (Big Bang) como uma mola totalmente enrolada que vem desenrolando desde então (“em um sistema, fechado, a entropia não diminui”). É uma visão vazia e isenta de vida que ignora a Fonte de energia que o começou e fecha as mentes dos seus aderentes para as soluções disponíveis.

Aprendendo a captar as forças não-termodinâmicas da natureza é uma esperança para o futuro. Uma sociedade moderna precisa de luz, calor e forças motrizes, todas as quais podem ser derivadas diretamente do Campo De Energia Etérica sem consumir recursos físicos limitados controlados por monopólios privados.

Nesta sociedade, a ciência teórica foi elevada a um alto grau de prestígio. Sob este sistema de crença, as reais necessidades da humanidade não foram bem atendidas. É hora de estas teorias incorretas sejam cuidadosamente analisadas e descartadas, de forma que a ciência experimental mais uma vez assuma a liderança no papel de definir a natureza da realidade física. Somente então a Ciência Etérica estará livre para ofertar suas generosas soluções para o mundo que desesperadamente as aguarda.


Bibliografia:

1) The Cancer Biopathy, Dr Wilhelm Reich (Discovery of the Orgone, Vol. II), Farar, Straus and Girous, 1973.
2) Man or Matter, Ernst Lehrs, Rudolf Steiner Press, London, 1958.
3) The Cosmic Pulse of Life, Trevor James Constable, BSRF, Garberville, Califórnia, 1991.
4) Warmth Course, Rudolf Steiner, Mercury Press, Spring Valley, New York.
5) Etheric Formative Forces in Cosmos, Earth and Man, Guenter Wachsmuth, 1932, reeditado por BSRF, Garberville, Califórnia.
6) The Vril Compendium, Gerry Vassilatos, Vols I-VII, BSRF, Garberville, Califórnia, 1993
7) Loom of the Future – The weather Engineering Work of Trevor James Constable (an interview book/photo álbum soon to be released), BSRF, Garberville, Califórnia, 1994


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Notas do Tradutor:
[1] Com “eficiência” superior a 100%. Preferimos a terminologia adotada por Tom Bearden, diferenciando eficiência de COP. Ver este artigo.
[2] Aproximadamente 1 HP x 1s. Conversor online.
[3] Aproximadamente equivalente a 1047,37 Joules ou 250 calorias. Conversor online
[4] Aproximadamente 453,6 gramas. Conversor online
[5] Aproximadamente 252 calorias ou 1055,18 J. Conversor online
[6] Tal distinção não é necessária, podemos medir potência sempre em watts e energia em joules = watt x s

2 comentários:

  1. Em síntese, há um éter, que pode ser capturado e assim fazer a negentropia.

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  2. O éter possui um comportamento em parte negentrópico (na verdade pulsante, oscilando entre uma fase entrópica e outra negentrópica) e essa circulação negentrópica pode ser usada para realizar trabalho, ou ainda, para generar o potencial para que se possa realizar trabalho na fase entrópica...

    Espero ter sido claro...

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