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domingo, 16 de junho de 2013

(2) - Moto-contínuo, eficiência e COP

Continuando nossa exposição com o segundo artigo da série “Lições do Tio Tom”, vimos no artigo anterior que o modelo da eletrodinâmica clássica definitivamente assume que a carga elétrica "geradora" cria energia a partir do nada. A conclusão foi que alguma energia de entrada teria de ser modelada ou a lei da conservação falseada.

Sistema convencional com eficiência ξ < 100% e COP > 1.
Vamos analisar melhor essa conclusão. Somos ensinados pela academia, pelo mainstream científico, que toda máquina sofre perdas (geralmente em forma de calor), como, por exemplo, o atrito nas máquinas mecânicas, a dissipação por efeito Joule nas resistências elétricas, etc. A eficiência (geralmente utilizado os símbolos ξ ou η) de um sistema fechado, portanto, nunca excede a unidade (ou 100%), devido justamente a estas perdas, que podem ser minimizadas, mas não totalmente eliminadas no mundo real.

Logo, nenhuma máquina pode ser construída que forneça mais trabalho útil do que a energia que foi adicionada à sua entrada. Afirmar que um sistema consegue esta proeza (muito usado na net o termo Overunity – acima da unidade - para caracterizar tais sistemas) é o mesmo que categorizá-lo como uma máquina de moto-contínuo (wiki inglês). Falaremos mais sobre a história do moto-contínuo no momento apropriado, por ora, basta sabermos que desde o século XVIII a idéia foi banida do mainstream científico, antes mesmo do desenvolvimento das leis da termodinâmica por Helmholtz, Joule, Carnot e Clausius (entre outros), as mesmas leis que o moto-contínuo deliberadamente viola.

No contexto desta exposição, no entanto, voltando à conclusão do artigo anterior, podemos dizer que, contraditoriamente, a maioria dos engenheiros e até mesmos muitos físicos, inconscientemente considera a carga elétrica “geradora” uma máquina de moto-contínuo!! Felizmente, no entanto, Tom Bearden nos alerta que a segunda opção, ou seja, modelar uma entrada de energia, é perfeitamente possível de acordo com os modelos quânticos modernos. Segundo Bearden, a energia eletromagnética irradiada pela carga elétrica “geradora” vem das flutuações quânticas do vácuo (vácuo aqui não no sentido de pressão barométrica nula ou pressão manométrica negativa, mas sim no sentido de um volume do espaço isento de qualquer matéria - os conceitos se relacionam, pois, para se ter um vácuo do segundo tipo é condição necessária a existência de vácuo do primeiro tipo). Falaremos mais sobre isto nos próximos artigos desta série, vamos, por enquanto, manter outro enfoque.

Ora, até mesmo a definição de moto-contínuo da wikipedia em inglês só caracteriza como moto-contínuo sistemas fechados (ou isolados), ou seja, um sistema aberto a uma entrada de energia do ambiente, seja na forma de calor, luz, vento, flutuações quânticas do vácuo ou mesmo uma forma de energia desconhecida, não é caracterizado como moto-contínuo, nem viola as leis da termodinâmica. Tais sistemas, no entanto, podem fornecer mais trabalho útil na saída do que foi gasto pelo operador na entrada, sendo o excesso de energia provindo do ambiente.

Considerando isso, os pesquisadores em busca de tais sistemas, resolveram adotar uma terminologia diferente. Ao invés de eficiência, que permanece < 1, o termo adotado é Coeficiente de Performance (COP), e assim, sistemas Overunity abertos, ou seja, com COP > 1, são perfeitamente possíveis, sendo a energia em excesso fornecida pelo ambiente. Para que um sistema tenha COP > 1, é somente necessário que a energia fornecida pelo ambiente supere as perdas do sistema.
Sistema aberto open-loop. O operador fornece parte da energia, o ambiente fornece o resto. Se a energia fornecida pelo ambiente superar as perdas, o sistema atinge COP > 1. A eficiência ξ no entanto é sempre menor que 100%.
Por exemplo, uma turbina eólica ou uma placa fotovoltaica, sistemas bem convencionais, possuem COP infinito, devido ao fato de que não exigem nenhuma energia de entrada pelo operador (com exceção daquela gasta para sua construção), sendo toda a energia produzida fornecida pelo ambiente. Apenas, nesse caso, a fonte de energia é convencional, conhecida e mensurável, o que não gera nenhum espanto. O que Bearden e todo o universo Free Energy pela internet afora argumenta, é que as leis do eletromagnetismo estão incompletas, e, é possível sim ter sistemas eletromagnéticos abertos, recebendo energia extra de fontes convencionais (como por exemplo absorver calor do ambiente), não-convencionais, desconhecidas ou ainda não dominadas pela ciência, enquanto fornecem mais energia elétrica útil na saída para a realização de trabalho do que a energia que é fornecida pelo operador na entrada.

Argumenta-se que é até mesmo possível um sistema fechar o circuito em si mesmo (closed loop) e alimentar-se somente da energia provida pelo ambiente, enquanto gera excesso de energia útil na saída para a realização de trabalho. Tais sistemas, no entanto, precisariam de uma entrada de energia inicial pelo operador, até que atingissem a condição de auto-sustentabilidade (condição de Kron) para que a energia fornecida pelo operador fosse retirada. Podemos aqui fazer uma analogia a um automóvel, que precisa de uma bateria para  um sistema de ignição elétrico, antes que tire sua energia do combustível. Ou seja, no caso do automóvel, o seu reservatório de energia é o combustível, e não a bateria, que serve só para iniciar a combustão. Voltando aos sistemas abertos, inicialmente utilizam uma bateria ou outra fonte de energia elétrica para dar a "ignição" inicial antes que acessem o imenso reservatório de energia do vácuo, quando teriam seu circuito fechado (closed loop), ou seja, removida a entrada de energia convencional, e o sistema continuaria por si mesmo, alimentado pelo ambiente. Tal sistema teria, como as placas solares e turbinas eólicas mencionadas, COP infinito.

Sistema aberto com possibilidade de closed loop. Uma vez que o sistema está operando estável, a entrada do operador é desconectada e o ambiente fornece toda a energia de entrada. Neste caso, o COP é infinito mesmo que ξ < 100%.
O conceito, no entanto, assemelha-se demais a um moto-contínuo, e permanece às margens da ciência. Espero ter esclarecido ao leitor a diferença clara entre os dois, visto que um sistema com COP > 1 só é possível se for aberto a algum tipo de entrada de energia externa, conhecida ou desconhecida, o que não caracteriza um moto-contínuo. Além disso, qualquer sistema continua tendo  ξ < 100%, daí a necessária diferenciação entre a eficiência ξ e o COP.


Voltando à conclusão do artigo anterior, podemos agora dizer que a carga elétrica “geradora” é na verdade um sistema com COP infinito, continuamente extraindo energia das flutuações quânticas do vácuo, e permanece assim desde que seja deixada em paz, ou seja, não seja neutralizada por outra carga de sinal oposto. Assim, esta entrada de energia foi finalmente modelada, e nenhuma das leis da termodinâmica é violada. Certamente essa hipótese é mais coerente que assumir que a carga elétrica cria o campo "do nada". Os mesmos cientistas que desdenham as pesquisas por sistema OU caracterizando-os como moto-contínuo, deveriam avaliar as contradições inerentes ao seus próprios modelos...

A existência das flutuações quânticas do vácuo já é conhecida dos físicos, mas a possibilidade de sua extração ainda é controversa dentro do mainstream científico. No entanto, alegações de experimentos e invenções que teriam demonstradamente exibido COP > 1 (open loop) ou infinito (closed loop) são inúmeras, desde os tempos de Nikola Tesla até hoje. Com certeza, uma boa parte (senão a maioria) destas alegações são fraudes ou equívocos por parte de inventores amadores, que geralmente concluem COP > 1 com claros erros de medição e metodologia de análise, ou mesmo aplicações de patentes que nunca viram um protótipo operante. Alguns cientistas sérios, no entanto, tem olhado com a mente aberta para esta possibilidade, vem desenvolvendo a teoria e reportado resultados experimentais bem-sucedidos. Ou seja, para aqueles que alegam que não há prova científica para dispositivos OU, recomendamos que abram sua mente e pesquisem melhor, pois "há muito ruído neste sinal", e separar o joio do trigo é uma tarefa hercúlea. O autor que vos escreve tem pesquisado o assunto há seis anos e acredita que a possibilidade de COP > 1 já está provada, faltando apenas desenvolver a tecnologia até que aplicações práticas sejam viáveis. No entanto, o ônus da prova cai sobre quem desafia os modelos dominantes, mas falta apoio e recursos para reproduzir experimentos e replicar invenções. Infelizmente, a grande maioria das pessoas, dentro e fora da comunidade acadêmica, ainda ri daquilo que desconhece. É minha missão aqui, pouco a pouco, ir destrinchando e mastigando a história e a atualidade desta pesquisa tão importante que pode alterar os rumos da humanidade, o que o faremos ao longo do desenvolvimento deste blog.

4 comentários:

  1. Mas o calor ambiente não é o suficiente para ligar uma maquina, por mais simples que seja. Qual energia ambiente vc se refere?

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  2. Em primeiro lugar, para se realizar trabalho termodinamicamente, bastaria ter uma diferença de temperatura, um reservatório quente e um frio, ou seja, uma fonte e um sumidouro (source and sink, em inglês) de calor. Ou seja, em teoria, eu poderia transformar o calor ambiente (fonte) em trabalho, desde que tivesse um sumidouro bem gelado. A possibilidade se esgotaria, no entanto, porque assim que o sumidouro estivesse em equilíbrio térmico (ou não tão distante dele) com o ambiente, não haveria mais diferença (suficiente) para se extrair trabalho, e a operação não poderia ser mantida. Isso é apenas teórico, no entanto, nunca vi uma experiência que realizasse isso, mas acredito que se vc colocar um dos terminais de um termopar dentro do seu freezer, vai ter energia :-) (embora em quase todos os casos o sumidouro não sai de graça, logo este não é o caminho para OU)


    Em segundo lugar, e o nosso foco aqui, máquinas negentrópicas operam segundo princípios diferentes. A entropia diz que o calor sempre flui de um reservatório quente para um sumidouro frio, nunca o oposto. Ou seja, a energia se move "morro abaixo" (downhill) e nunca "morro acima" (uphill) - como diz o ditado popular, pra baixo todo santo ajuda... De fato, alguns termodinamicistas como Seway e Prigogine, reconhecem a possibilidade de a energia subir "morro acima", desde que haja gasto de energia. No exemplo do termopar, o freezer só está gelado pois consome energia para assim se manter, caso contrário sua tendência seria o equilíbrio térmico com o ambiente. Mas os processos negentrópicos realizam o "impossível", retiram o calor do reservatório frio deixando-o mais frio que o ambiente, sem que precisemos "pagar" pela energia que faz isso.

    Tom Bearden relata que no VTA de Floyd "Sparky" Sweet, os ímãs chegavam a congelar e a diferença de temperatura na sala onde estava o VTA e o resto da casa ou mesmo da temperatura ao ar livre era sensível, ou seja, o VTA estava realmente esfriando o ambiente. Outro exemplo, na máquina de Bedini, para testar se a máquina está "afinada", checa-se se os componentes esquentam, pois quando a máquina está "afinada", nada esquenta, mesmo os níveis de energia sendo maiores (somente quando "afinada" temos COP > 1 na energia das baterias). Já com ela "desafinada", o calor é tanto que os transistores queimam em pouco tempo. No caso dos acumuladores de orgônio de Reich, há um acúmulo de calor dentro do mesmo, ficando o seu interior mais quente sem qualquer energia adicionada (mesma situação - o calor subindo "morro acima", só que neste caso o ambiente seria o reservatório frio).

    Por último, a temperatura (o calor ambiente) é apenas uma das formas que a energia do ambiente se manifesta (na visão da ciência alternativa - reich e steiner), e por energia ambiente podemos entender o campo etérico ou orgonótico.

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  3. Ainda não entendi bem o que é COP

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  4. Vou tentar explicar de novo.

    Conservação de energia: O que entra menos o que sai = 0 (ou o que entra = o que sai)
    O que entra = o que vc pagou mais o que entra do ambiente -> Ein = Eop + Eamb
    O que sai = Trabalho útil - Perdas -> Eout = Wout - L
    Logo:
    Eop + Eamb = Wout + L

    eficiência = Wout/Ein
    COP = Wout/Eop
    (ou seja, para o COP na entrada é só aquilo que vc "pagou", o ambiente vem de graça

    Em máquinas convencionais, não há entrada do ambiente (Eamb = 0) ou se há elas não superam as perdas e geralmente são imperceptíveis ou desprezíveis -> Ein = Eop
    Eop = Wout + L (logo Wout sempre menor que Eop por causa das perdas L)
    eficiência = COP = Wout/Eop = < 1

    Se, no entanto, a máquina é aberta, ou seja, consegue captar energia do ambiente de alguma forma -> Ein = Eop + Eamb
    Logo
    Eop + Eamb = Wout + L ou Eop + Eamb - L = Wout
    (logo Wout sempre menor que Ein por causa das perdas L)
    eficiência = Wout/Ein < 1
    COP = Wout/Eop que pode ser >= 1 se Eamb >= L

    Simples assim. Matemática elementar. Espero que tenha entendido, acho que o que complica é meu texto rebuscado...

    Tudo isso para não afirmar que a a eficiência é > 1 porque essa foi definida para as máquinas convecionais e é sempre < 1. Se uma máquina fosse perfeita (sem perdas) a eficiência seria igual a 1, mas não teria como ser > 1 porque a energia teria que vir de algum lugar, logo a máquina tem que ser aberta, e para máquinas abertas definimos o COP. A eficiência continua < 1 porque a máquina tem perdas.

    Divida o quanto de energia útil vc tem na saída de um sistema (uma máquina), pelo quanto vc gastou na entrada, simples assim. Só que, a princípio, essa é a definição de eficiência, todo o bla bla bla é pra explicar que, além da energia que vc gastou, o sistema é aberto e permite uma entrada de energia do ambiente, que vêm de graça, mas só entra na conta do COP a energia que vc "pagou".

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