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sexta-feira, 16 de maio de 2014

A tecnologia contra o capitalismo

Multiplicam-se ferramentas que libertam seres humanos das empresas, ao permitir que produzam em colaboração direta. Quais são? Como sistema tenta sabotá-las? 

Por Ricardo Abramovay (Publicado no Valor Econômico em 13/5/14)
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Resenha de The Zero Marginal Cost Society- The Internet Things, the Collaborative Commons, and the Eclipse of Capitalism ["A Sociedade de Custo Marginal Zero: a Internet das coisas. os Commons Colaborativos e o Eclipse do Capitalismo" , de Jeremy Rifkin. Palgrave MacMillan. 368 págs., US$ 20,97
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O livro de Jeremy Rifkin [ver referência acima] é uma ambiciosa tentativa de formular nova narrativa para a utopia que desabou junto com o muro de Berlim, em 1989. Sua profecia mais ousada é que o capitalismo entrará em irreversível declínio ao longo das próximas três décadas. Ele não será substituído por aquilo que costuma ser considerado seu oposto, ou seja, a propriedade estatal dos grandes meios de produção e troca, orientada pelo planejamento central.
Seu declínio não passará tampouco por mãos hostis, por processos de expropriação ou por eventos épicos como a tomada do Palácio de Inverno. Na verdade, o eclipse do capitalismo já está desenhado e decorrerá do avanço simultâneo da 00 e da economia colaborativa.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

(Videos) A História das Coisas, Quem Matou o Carro Elétrico, a Permacultura e o Paradigma da Abundância

Falamos aqui sobre a revolução científica que irá nos fornecer energia abundante para uma nova era, que chamamos de Paradigma da Abundância, baseado no pensamento de Buckminster Fuller. Ainda não tivemos a oportunidade de nos aprofundar nesse conceito, que merece maiores explicações, mas nosso foco principal sempre foi a questão energética, visto que ela desempenha um papel importantíssimo no ciclo de qualquer produto. Até para se reciclar um produto e reutilizar sua matéria prima gasta-se energia. E pode-se dizer a energia é responsável por uma parcela significativa da depredação dos recursos naturais e a poluição. De fato, a maior parte, mas não a totalidade.

Mas nem tudo se resume a obter quantidades infinitas de energia sem a queima de combustível. Olhando profundamente para a questão termodinâmica, vemos que o paradigma da escassez, que impede o salto evolutivo da humanidade é, antes de tudo, político e científico.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

(5) - Permacultura


Abertas as portas da mente para uma visão otimista, podemos deixar para trás o Paradigma da Escassez e antes de tudo acreditar que o Éden poderia ser aqui... Afinal, ao olhar para a natureza selvagem, ao menos em locais abençoados como a mata atlântica brasileira, não vemos escassez, e sim abundância. Vemos uma natureza que se renova, que se deixada intocada, mesmo após grandes devastações é capaz de regenerar-se, e ilustra o universo 100-por-cento-autoregenerativo de Fuller.

Olhando a vida, os sistemas biológicos, um grande mistério se abre. A visão puramente física cai por terra. Como podem os sistemas biológicos serem capazes de tamanha ordem e auto-organização? Isso realmente contraria a “lei” da termodinâmica. Hoje explicamos detalhadamente diversos dos mecanismos físico-químicos da vida, mas não conseguimos explicar o que é a vida. A vida caminha no vetor oposto à entropia, a vida é por si mesma negentrópica. A evolução das espécies é ainda mais intrigante, é realmente assombroso e milagroso considerar que macromoléculas possam ter evoluído até chegarmos a formas de vida tão complexas como os mamíferos...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

(4) - Bucky, sinergética e a abundância


Houveram muitos grandes homens no final do século XIX e ao longo do século XX que, se suas teorias tivessem sido levadas a sério, poderíamos ter dado saltos evolutivos na ciência, quebrado paradigmas e alterado significantemente a forma como vivemos, produzimos e consumimos hoje. Abordaremos superficialmente alguns deles ao longo dos próximos artigos desta série.

Ao entrar em contato com suas biografias, suas teorias, seus trabalhos, suas filosofias e até mesmo nos mitos ao seu respeito, um novo mundo de possibilidades infinitas se abre. É uma inspiração enorme olhar para o trabalho destes homens, e mesmo um olhar superficial ainda é capaz de fornecer muitos insights...

O primeiro que tive contato foi um indivíduo chamado Buckminster Fuller. Muito conhecido por sua influência na arquitetura, com a “invenção” da estrutura do domo geodésico. Bucky, como também é carinhosamente chamado, era antes de tudo um filósofo prático, mas também se destacou como inventor, designer e escritor. 

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